sexta-feira, abril 05, 2013

PREVISÃO METEOROLÓGICA

Ora bem, previsão é previsão. Nunca ninguém teve dúvidas do significado da palavra previsão.

Agora, eu tenho dúvidas é do que eles, sejam quais forem os sujeitos que estudam estas coisas da (meteorologia), andam por lá a ver.

Não veem nada de nada, absolutamente patavina de nada.

Eis o exemplo:

Vou colocar as previsões de dias seguidos para se observar os disparates desta gente.

Andamos nós ( os ciclistas e outros que gostam de pedalar) atentos para, da chuva termos sol, do sol termos vento, do vento termos chuva e ......do raio que os parta e ide para o .....

Do que vale pesquisar? se em menos de 24 horas tudo se altera?

Dá bem para observar as diferenças. Acho que esta gente está a mais.

Deviam era respeitar mais os desígnios da natureza do que opinar sobre o que nada sabem.



DIA 04 de Abril


DIA 05 de Abril

quarta-feira, abril 03, 2013

TU ÈS UM BTTistas !!!????


TU ÈS UM BTTistas !!!????

...........

Artigo de opinião do Sr.António Malvar......
10/09/1996 - Felicidade é....


Os ciclistas de montanha, ou melhor, os utilizadores de Bicicletas de Montanha neste país, são uma minoria numa sociedade de costas viradas para os interesses óbvios da expansão deste movimento e que teimosamente ignora ou evita reconhecer as vantagens sociais que advêm duma maior profusão desta modalidade desportiva e ou forma de ocupação dos tempos livres.


Mas não é minha pretensão hoje e aqui aprofundar o lamento procurando as razões e apontar as culpas para este estado das coisas, até porque culpas temos nós também e as razões são bem mais ancestrais do que o que conseguimos apurar.


É sim o meu intento analisar esta minoria que cresce todos os dias e que vai abraçando o movimento das formas mais variadas, algumas até peculiares.
A bicicleta é o elemento comum de entre todos mas a forma de estar é tão diversificada que chego à conclusão que para além da bicicleta o único que é ainda igual em todos é o “ser feliz”.

- Felicidade para uns é poder pegar na bicicleta e desbravar esses trilhos e caminhos do Portugal esquecido, sozinhos ou na companhia de amigos, contactando as simpáticas e hospitaleiras gentes dessas nossas aldeias mais remotas e ignoradas, num fim de semana ou ao longo das férias, em total esquecimento e numa profunda paz interior.

- Felicidade para uns é poder participar em competições, para conquistar um lugar entre os primeiros, daí: fama, reconhecimento, taças medalhas e dinheiro.

- Felicidade para uns é participar nos passeios que se organizam aos fins de semana em diversos locais do país e assim fazer novas amizades, conhecer outros espaços, outros caminhos, ou simplesmente estar entre os que gostam de andar de bicicleta.

- Felicidade para uns é entrar em competições muito simplesmente para participar sem pretensões a pódios, estar no evento, ao lado dos campeões à partida, competindo consigo próprio, fazer-se chegar ao fim, entrar na mesma volta do primeiro ou ficar à frente do vizinho ou do amigo.

- Felicidade para uns é treinar sem outro objectivo que não seja o de manter-se em forma, pegar na bicicleta e fazer o “ritual” do treino: 1 hora hoje, 2 horas amanhã, todas as manhãs de domingo, etc.

- Felicidade para uns é pegar numas cartas militares e com a bicicleta tentar chegar e passar por onde se planeia sem se perderem, saudavelmente obstinados em se localizarem no mapa a todo o momento e assim passarem horas e dias complemente absortos.

- Felicidade para uns é enfiarem-se por esses caminhos desconhecidos e reconhecê-los para futuramente guiar os amigos e os amigos dos amigos por essas paisagens por eles antes descobertas e preparar guias e roteiros desses trilhos para que muitos outros venham por si só a conhecer esses maravilhosos recantos.

- Felicidade para uns é pegar na bicicleta e com ela aprender e fazer as maiores acrobacias: cavalos, éguas, “bunny hops”, subir pedras, descer escadas, subir escadas, saltos com “tables”, etc.

- Felicidade para uns é domar a bicicleta naquelas descidas técnicas cheias de pedras quase verticais sem pôr o pé no chão, complemente embriagados de adrenalina.

- Felicidade para uns é subir de bicicleta sem desmontar aquela “parede” de piso escorregadio que durante tanto tempo parecia impossível de se fazer, ou fazê-la à frente dos outros do grupo com os pulmões a queimarem e o coração a explodir dentro do peito, mas saboreando o êxtase do sucesso.

- Felicidade para uns é rolar passeando calmamente de bicicleta ao longo das estradas marginais ou das estradas florestais e beber do prazer da brisa da manhã de Domingo na cara, exibindo ou não aquela nova colorida blusa de lycra, ou aquele novo capacete com pala.

- Felicidade para uns é levar toda a família a andar de bicicleta e com eles descobrir uma nova vida em convívio, uma forma mais nobre de ocupar os tempos livres em alternativa à volta saloia de carro, aos centros comerciais, às praias apinhadas de gente e às frustrantes tardes televisivas.

- Felicidade para uns é Ter uma bicicleta de montanha e com isso poder ser reconhecido como um aventureiro, um radical do desporto, um atleta ou como tendo uma forma física invejável..

- Felicidade para uns é comprar a bicicleta mais exótica, construir a bicicleta mais leve, montar a bicicleta mais “high tech” e tê-la imaculada sob uma redoma na sala de estar lá de casa, contemplando-a dias a fio, devorando todas as revistas da especialidade na busca da última criação tecnológica do mais avançado e futurista possível, para montar na sua bem amada. Andar nela não é o mais importante até porque se vai sujar, só se estiver seco, for em bom piso e houver muita gente para a admirá-la.

- Felicidade para uns é pedalar nos grandes charcos e lamaçais destes invernos rigorosos, enterrando-se em lama até à alma num total desprezo pela bicicleta, borrifando-se para centros de pedaleira, cubos, correntes e tanta outra tralha que parece incomodar os outros, e chegar a casa e esquecer-se da bicicleta num qualquer canto da garagem, varanda ou arrecadação.

- Felicidade para uns é poder transportar-se de bicicleta para o trabalho e com uma cara de satisfação ultrapassar os que escolheram ir de carro e que num total desespero esperam impacientes que aquela fila de carros parados na sua frente se mexa, acumulando stress e levando o dobro do tempo a lá chegar.

- Felicidade para uns é saber tudo o que há para saber sobre bicicletas e passar tardes a discutir sobre qual a melhor suspensão, o melhor material de quadro, o futuro das bicicletas de suspensão total ou a actual forma do Tomac, da doença da Furtado e da loucura do Palmer.

- Felicidade para uns é ter uma bicicleta dita barata e levá-la a fazer o que os que as têm ditas caras e sofisticadas não conseguem, e poderem provar que o que verdadeiramente interessa é ter pulmão e pernas.

- Felicidade para uns é ter uma bicicleta dita cara mas que não pareça, sem peças coloridas ou exuberantes mas poder secretamente confidencial com alguns (não assim tão poucos) que aquela bicicleta está avaliada em centenas ou milhares, e daí tirar um imenso gozo.

- Felicidades para uns é viajar de bicicleta indiferentemente de ser em estrada ou em terra em total auto-suficiência durante semanas expedicionando vários países ou regiões engrandecendo o seu conhecimento de outros horizontes, de outros povos e de si próprio.

Felicidade para outros é poder escrever sobre assuntos relacionados com a bicicleta e fazer testes e análises de produtos, de competições e passeios, e recrear em todos uma vontade férrea de pegar na bicicleta e com ela gozar uma ou diversas daquelas formas de felicidade.
Felicidade para mim, e quem sabe, não só para mim, são todas aquelas formas de ser feliz com a bicicleta, um pouco de todas ou um muito de todas.


Neste mundo tão variado da BTT há lugar para todos, sendo cada um feliz à sua maneira, e é errado não respeitar todas aquelas formas de estar porque todas elas são um espelho da felicidade interior de cada um. É errado escarnecer desta ou daquela postura pois isso é ofensivo e não cabe a ninguém julgar sobre qual deve ser o padrão de felicidade que se deva ter com a nossa bicicleta.


Pena é, reconhecer que esta nossa felicidade nem sempre é bem recebida e parece até por vezes ofensiva para quem nas estradas nos dificulta a circulação e não nos respeita, para quem no planeamento urbanístico das vilas e cidades nos esquece, para quem nos dificulta o acesso aos parques naturais sem procurar antes criar condições e formas de coexistência de mútuo interesse, nos rejeita quer directa quer indirectamente em locais públicos só porque nos vestimos e calçamos de forma diferente, que não nos deixa estacionar a bicicleta à porta do café ou restaurante, nos ignora nos meios de comunicação social não fazendo qualquer alusão às nossas actividades, autoridades que querem regulamentar o transporte das nossas bicicletas no nosso carro, Federação de Ciclismo retrograda que não só não protege os nossos interesses como até parece promover esta imerecida marginalização, etc.


Mas afinal quem pode ainda ignorar que não será o veículo de duas rodas sem motor o meio de locomoção por excelência do futuro das nossas cidades e grandes vilas.

Animem-se pois, estamos aqui para ficar e sejam felizes, cada um à sua maneira, claro está.
António Malvar

terça-feira, abril 02, 2013

WHO´S BACK? - 1ª Etapa CHALLENGE 2013 - CRÓNICA E FOTOS

Dias 13 e 14 de Abril será a 1ª Etapa do WHO´S BACK? - CHALLENGE 2013






1º DIA - 107 Kms / 2 800 D+



2º DIA - 98 Kms / 2 200 D+



CRÓNICA

Não desista enquanto você ainda for capaz de fazer um esforço a mais. É nesse algo a mais que está a sua vitória.
RALPH EMERSON

Caros Amigos e outros leitores deste rescaldo.

O WHO´S BACK? é um dos grandes desafios a que me propus este ano.

Superar as 3 Etapas, é algo de uma grande exigência física e psicológica. São desafios de longa distância e de percursos exigentes, mas…. com uma grande compensação, a de chegar ao fim.

A 1ª Etapa dividida em 2 dias não me correu lá muito bem. Esta maleita nos joelhos, cuja cartilagem está num estado tal de degradação, desgastada pela vida profissional e pela idade, que me têm levado em certas alturas a um desafio (físico versus mente).

Dia 12

A caminho de Viseu. Eu, o Luís Gil, o Victor Campos e o Rui Martins.

Jantar num restaurante de Viseu, onde se juntaram a Elisabete Vilas Boas, o João Silva, e o Carlos Rodrigues. Fizeram-nos companhia 2 GRANDES AMIGOS, o Sérgio Aguiar e o Costa que nos proporcionaram o repasto.

Deitar cedo para “carregar as baterias”.

Dia 13

Bom, mas que expectativa se vivia para o 1º dia. De Viseu á Guarda seriam 107 Kms e 2800 D+.

Começo da prova às 08:30, com a serenidade necessária para superar este desafio, apesar de me sentir bem fisicamente.

Fui desfrutando dos trilhos e paisagens, com conversa temporária com alguns Amigos.

Pelo Km +- 30, o joelho começava a dar sinal de algum desconforto, desconforto esse que passado algum tempo passou a dor. As dores eram insuportáveis e estava no início de uma subida que duraria uns 25 Kms. Dei tudo o que tinha, fui ao limite do insuportável. Ao Km 66 decidi-me por não tentar contrariar algo que me venceu, a dor nos joelhos.

Das decisões mais difíceis que tomei, na minha curta vida de ciclista amador. Não sei lidar bem com a desistência.

Chegado á Guarda comuniquei á organização que dava por terminada a minha participação no WHO´S BACK?

Dia 14

Ao acordar pelas 06:45 poucas dores sentia nos joelhos.

Vejo alguns dos participantes nos preparativos para o 2º dia. E eu iria de carro para Viseu? O WHO´S BACK? não é feito de carro.

Assim, depois do pequeno-almoço tomei uma decisão. Vou fazer a travessia da Guarda a Viseu, 98 Kms e 2200 D+.

Muitos dos meus Amigos me felicitaram pela decisão, mas eu estava muito apreensivo, pois não queria que se repetisse o mesmo que no dia anterior.

Dada a partida, em contenção de esforço fazia as subidas e com calma as descidas. Fui desfrutando das paisagens e dos trilhos.

Ao Km +- 20, novamente o joelho direito a dizer que estava ali, para me azucrinar o cérebro. Disse-lhe várias vezes que se fosse f…. e que não iria desistir.

Ouvia música, apreciava a paisagem, os cheiros, e o desejo de chegar montado na minha princesa a Viseu, mas não DESISTIA.

Pelo Km 75 reencontro a Elisabete que entretanto me tinha passado quando estava a lanchar, e fomos juntos até ao final. Foram uns 24 Kms em companhia de uma excelente e resistente atleta. Muito agradecido Elisabete por me teres feito companhia, pois senti que o teu ritmo até poderia ter sido mais elevado.

Chegada á meta, lá estavam os Amigos á espera. Com alguma emoção e dores fortes terminei e a dor não me venceu.

Foi a minha vitória, chegar a Viseu.

Assim, quero aqui deixar umas palavras de agradecimento

Ao Luís Martins, ao Nuno Gonçalves e a toda uma equipa de PESSOAS de grande entrega e de uma competência ímpar. Sois EXCELENTES no que fazeis, podeis contar comigo, estarei sempre a vosso lado neste projecto.

O know-how é o ingrediente principal para nos sentirmos orgulhosos em superar os desafios que vocês nos contemplam. Nada a apontar, a fasquia está no limite, continuem assim.

Luís Gil, Victor Campos e Rui Martins, UM MUITO OBRIGADO.

Pedro Henriques, Joaninha Cancela e Nelson Neves, vocês são um exemplo.

Carlos Rodrigues, grande companheiro e sempre com uma disposição sem igual.

Elisabete Vilas-Boas és 5* pela tua forma de ser e estar.

João Marinho pelas tuas palavras de incentivo, tenho muita admiração por ti.

Francisco Quelhas, estás uma máquina.

E a todos os participantes um muito OBRIGADO por privar com vocês desta forma de estar.

Aos vencedores desta 1ª Etapa, AS MINHAS FELICITAÇÕES.

Aos que me desejaram Boa Sorte para esta AVENTURA, obrigado AMIGOS.
OBRIGADO - SÉRGIO AGUIAR / ADALBERTO RABAÇA / COSTA


DEDICO ESTE FIM DE SEMANA AOS MEUS FILHOS

ANA LUISA E RUI LUÍS


1º DIA - VISEU












2º DIA - GUARDA






sábado, março 23, 2013

EVOLUÇÃO


Deixo aqui um apanhado de fotos de várias épocas da minha vida

COM 10 MESES
A consultar o GPS


COM 5 ANOS


COM 9 ANOS



EM 1996
ó laró pipu, laró pipú



EM 2009
Com o meu filho Rui


EM 2010


EM 2012


EM 2013



EM 2013




MARATONA BTT - TRILHOS DAS REPRESAS - 17MAR13

MARATONA BTT - TRILHOS DAS REPRESAS - 17MAR13
E como já tinha saudades de participar num evento de BTT, decidi-me á última hora e lá fui "curtir" uns trilhos de lama.
Com um problema mecânico que tinha na bike (movimento pedaleiro com folga), não tinha objectivo de fazer uma prova em "red line", pois podia agravar mais o problema e então tinha que fazer o resto a pé.
Assim, fui a um ritmo soft, e apreciando o que a organização nos brindou.
Tudo funcionou bem, a organização merece os PARABÉNS.

























quarta-feira, março 06, 2013

PT OPEN XCR - ABRANTES / 02MAR13






PT OPEN XCR

O PT Open XCR 24 HORAS BTT é o primeiro troféu Ibérico de provas de ultra-resistência.

São três desafios realizados em circuito fechado, durante 12/24 horas. As várias provas do Open serão pontuáveis para encontrar o campeão Ibérico do PT. Open XCR - 24 HORAS BTT®.

ABRANTES – 2MAR13 / 12 HORAS

PROENÇA-A-NOVA – 18MAI13 / 12 HORAS

LIABOA – 21 e 22SET / 24 HORAS


O PT OPEN XCR é um dos meus objectivos para este ano.

Assim, a minha expectativa além do convívio e da diversão, é chegar ao final das 3 etapas e obter um lugar no pódio.

RESCALDO:

Ainda um bocado longe da forma por mim pretendida, devido a condicionalismos meteorológicos, fui participar na expectativa de um bom resultado.

Partida da ás 09:30 e com o fim ás 21:30.

Com o desenrolar da mesma fui notando alguns problemas mecânicos, pois o movimento pedaleiro deu sinal de algum desgaste, originando que algumas mudanças saltassem.

O percurso era bastante exigente a nível físico, pois alguns troços do mesmo estavam um lamaçal.

Mesmo assim fui fazendo uma gestão do esforço físico com alguma cautela, fazendo as paragens necessárias para me alimentar.

Ao fim de 9 voltas e 56 Kms feitos, resolvi dar por terminada a minha participação, eram 16:40.

Fiquei em 4º lugar em Masters, (também só éramos 4).

Continuarei a treinar, para uma boa prestação em Proença-a-Nova.

Parabéns à HORIZONTES, por mais um evento organizado onde nada falhou.

Aos vencedores os parabéns por uma vitória bem difícil;

Aos restantes participantes um BEM HAJA pelo convívio e

ATÉ BREVE A TODOS.




  













quarta-feira, fevereiro 27, 2013

IDENTIFICAÇÃO - FPC / FPCUB


FPCUB

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE CICLOTURISMO E UTILIZADORES DE BICICLETA





FPC

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE CICLISMO






DESAGRAVO DO OVO








Desagravo do ovo

Aos mitos há muito enraizados, aqui se contrapõem conclusões científicas que o retratam como um alimento completo e saudável, bem melhor do que a sua reputação.

Maltratado anos a fio, o ovo ressurge enquanto nutriente essencial e benéfico para a saúde. Vale afinal como refeição, tem múltiplas aplicações gastronómicas e, além do mais, é barato e de fácil confecção. De que está à espera para voltar a incluí-lo na mesa da sua casa, estrelado, cozido, escalfado ou mexido sem restrições? Veja porquê:

Mito - não se deve comer mais do que dois ovos por semana.

Facto: Diz um estudo, já de 2007,publicado no jornal científico Medical Science Monitor, que ingerir um ou mais ovos por dia não aumenta o risco de problemas cardíacos entre adultos saudáveis. Os investigadores concluíram que a recomendação genérica para limitar o consumo está distorcida, tendo em conta as características nutricionais do ovo. Aliás, cientistas da Universidade de Alberta, no Canadá, anunciaram, recentemente, a capacidade de o ovo prevenir doenças cardiovasculares, graças às suas propriedades antioxidantes. (Duas gemas cruas, por exemplo, têm mais antioxidantes do que uma maçã).

Mito - quem tem colesterol elevado não deve comer muitos ovos

Facto: “Pesquisas realizadas na última década evidenciam, claramente, os efeitos benéficos do ovo, desvinculando a questão colesterol da dieta e da doença cardíaca, e indicando que é possível consumir até duas unidades por dia sem que haja riscos”, diz o especialista António Bertechini, da Universidade canadiana de Bristish Columbia, em Vancouver, num artigo científico sobre o assunto. Lê-se, ali, que a ingestão de ovos não faz aumentar o mau colesterol, pois 70% dele é produzido pelo fígado e por fatores como predisposição genética, obesidade, tabagismo, sedentarismo, dieta pobre em fibras e rica em gorduras saturadas. Logo, têm maior influência do que a quantidade de ovos consumida.

Mito - o ovo, por si só, não constitui uma refeição

Facto: Um bitoque, prato típico português, é um exagero alimentar, pois, às proteínas da carne, juntam-se as do ovo a cavalo. Nutricionistas afirmam que o ovo basta-se a si próprio, já que é uma excelente fonte de lidos, vitaminas e minerais, além das já referidas proteínas.

Mito - comer muitos ovos contribui para a subida da tensão arterial

Facto: Cientistas da Universidade de Alberta descobriram precisamente o contrário: o consumo de ovos pode estar relacionado com a redução da pressão sanguínea. È que as suas proteínas são convertidas, por enzimas do estômago e dos intestinos, em peptídeos – elementos que fazem baixar a pressão arterial.

Mito - o ovo é muito calórico

Facto: Dados do Departamento de Agricultura dos EUA ditam que uma unidade crua tem pouco mais de 70 calorias, o equivalente a uma bolacha recheada. Quando são fritos, o valor sobe para 100, por causa da gordura adicionada. Em 2011, por sinal, investigadores da Universidade norte-americana de Louisiana, revelaram que comer dois ovos pela manhã ajuda numa dieta de emagrecimento. Conclusão que reforça uma tese já publicada em 2005, no Journal of the American College of Nutrition, a qual sintetiza que, ao ingerir um ovo pela manhã, as pessoas sentem-se mais saciadas, diminuindo, assim, a quantidade de calorias ao longo do dia.

Mito - a clara é mais saudável do que a gema

Facto: Quase metade das proteínas do ovo encontram-se na clara. O resto está na gema, que é rica em gordura, sobretudo insaturada. A parte amarela fornece entre 10% a 20% da dose diária recomendada de vitamina A, D, E e K. A clara é generosa em vitaminas do complexo B e em minerais, como fósforo e selénio. Ou seja: as duas partes do ovo complementam-se.

REVISTA VISÃO



Comam a quantidade que vos apetecer, sempre fiz isso e não tenho problemas.
Isso é um complô bem organizado das galinhas, defensoras do não consumo de ovos.